sábado, 21 de maio de 2011

Proposta obriga escola a ter cadeira especial para deficiente.

Sueli Vidigal
A Câmara analisa o Projeto de Lei 577/11, da deputada Sueli Vidigal (PDT-ES), que obriga as escolas públicas e privadas a disponibilizar cadeiras especiais para alunos com deficiência. Os estabelecimentos de ensino terão um ano para adquirir as cadeiras, conforme a proposta.
A autora da proposta afirma que as cadeiras especiais incentivarão o aprendizado, “oferecendo conforto e garantia de bom aproveitamento do ensino aos alunos nessas condições.”
Tramitação
O projeto foi apensado ao PL 1336/03, que aguarda inclusão na pauta do Plenário.



Data de Apresentação: 23/02/2011
Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário
Regime de tramitação: Prioridade
Apensado(a) ao(a): PL-6470/2009
Situação: PLEN: Tramitando em Conjunto.
Ementa: Dispõe sobre a obrigatoriedade de os estabelecimentos escolares disponibilizarem cadeiras específicas para os alunos portadores de deficiência.
Indexação: Obrigatoriedade, estabelecimento de ensino, cadeira, pessoa portadora de deficiência.
Despacho: 
14/4/2011 - Apense-se à(ao) PL-6470/2009. Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário Regime de Tramitação: Prioridade

Legislação Citada 

Andamento

Obs.: o andamento da proposição fora desta Casa Legislativa não é tratado pelo sistema, devendo ser consultado nos órgãos respectivos.


Fisioterapia e tecnologia fazem um cadeirante se colocar de pé e comandar músculos .


Os médicos implantaram 16 eletrodos na dura-máter, uma membrana que reveste a medula, bem abaixo da lesão sofrida pelo paciente. Esses eletrodos soltaram cargas elétricas que estimularam a medula, que foi capaz de controlar os movimentos da perna.


Médicos americanos anunciaram o sucesso do tratamento que devolveu alguns movimentos a um paciente que tinha ficado paraplégico em um acidente.
Há quatro anos, o jogador de baseball Rob Summers foi atropelado por um carro. O acidente paralisou o corpo dele do peito pra baixo.
Um vídeo foi feito pelos médicos americanos responsáveis pela pesquisa. Agora, Summers consegue comandar os músculos da perna que antes não podia movimentar: os joelhos, os dedos. Algo que ninguém acreditava ser possível.
Summers conseguiu ficar de pé e sustentar o próprio corpo por até 20 minutos. Também voltou a ter, em parte, o movimento da bexiga e funções sexuais. O paciente recuperou o controle de alguns movimentos das pernas, depois de 17 meses de fisioterapia associada à estimulação elétrica.
A lesão ocorreu na medula espinhal, que tem, entre as funções, enviar os comandos cerebrais para o corpo. Em uma cirurgia, os médicos implantaram 16 eletrodos na dura-máter, uma membrana que reveste a medula, bem abaixo da lesão sofrida pelo paciente.
Esses eletrodos soltaram cargas elétricas que estimularam a medula. E, ao ser estimulada, ela foi capaz de controlar os movimentos da perna.
“Para mim, foi inacreditável ser capaz novamente de ficar de pé sem ajuda de ninguém”, contou ele.
Os pesquisadores fizeram questão de ressaltar que esta nova descoberta não representa a cura, mas é, sem dúvida, um grande passo para entender como os comandos que controlam o nosso corpo funcionam e abre o caminho para novas terapias. Os médicos acreditam que, a longo prazo, de 10% a 15% dos pacientes com lesões na medula da espinha poderão se beneficiar com esse tipo tratamento.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

CUIDADO AO MERGULHAR PODE EVITAR DANOS GRAVES À COLUNA.




Neurocirurgião Geraldo de Sá Carneiro, especialista em cirurgia na coluna, explica como evitar os problemas nessa área.

Tratamento faz paraplégico ficar de pé e caminhar nos EUA.


Estímulos que simulam os sinais do cérebro vão direto para a medula.Pesquisadores ressaltam que o caso do paciente era especial.
Uma equipe de pesquisadores norte-americanos conseguiu fazer um paraplégico ficar de pé e caminhar novamente. O tratamento pioneiro se baseia no que os cientistas chamam de “estímulo epidural”, além de muito treinamento físico.
O paciente é capaz de manter-se de pé durante vários minutos, dando ele mesmo o impulso muscular necessário para se levantar. Com a ajuda de outras pessoas também pode dar vários passos e movimentar de maneira voluntária os quadris, os joelhos, os tornozelos e os dedos dos pés. Além disso, recuperou parcialmente o funcionamento de seus órgãos sexuais e de sua bexiga.
Os pesquisadores basearam seu projeto na estimulação elétrica epidural contínua e direta da parte inferior da medula espinhal do paciente, simulando os sinais que o cérebro transmite em condições normais para iniciar um movimento.
Quando o sinal é transmitido, a própria rede neurológica da medula, em combinação com a informação sensorial que as pernas enviam à medula, é capaz de dirigir os movimentos do músculo e das articulações necessários para erguer-se, caminhar, sempre com a ajuda de outras pessoas.
O outro aspecto chave do trabalho foi “reeducar” as redes neurológicas da medula de Summers para produzir o movimento muscular necessário para levantar-se e dar alguns passos.
O processo do treinamento durou mais de dois anos de trabalho, após o paciente ter passado por uma cirurgia que implantou nas costas um dispositivo de estimulação elétrica, que é o responsável da voluntariedade dos movimentos.
O estudo foi uma parceria entre três instituições norte-americanas: a Universidade de Lousiville, no estado de Kentucky, a Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), e o Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech). Os resultados foram publicados na última edição da revista médica “The Lancet”.
“É um grande passo adiante. Abre uma grande oportunidade para melhorar a vida diária destes indivíduos, mas temos um longo caminho a percorrer”Susan Harkema, pesquisadora
Explicações
A professora Susan Harkema e o professor Reggie Edgerton, que dirigiram a pesquisa, expressaram em “The Lancet” seu desejo que seu trabalho permita aos pacientes que sofreram lesões medulares levar uma unidade portátil de estímulo elétrico.
O objetivo é facilitar a possibilidade dos paciente de se levantarem, se manterem em pé e darem alguns passos de maneira independente, embora sempre com a necessidade de se apoiarem em um andador.
No entanto, Harkema e Edgerton se mostraram cautelosos e ressaltaram que ainda há muito trabalho pela frente antes que esta técnica possa se transformar em uma prática habitual.
“É um grande passo adiante. Abre uma grande oportunidade para melhorar a vida diária destes indivíduos, mas temos um longo caminho a percorrer”, manifestou a professora Harkema.
Edgerton insistiu que “a medula espinhal está pronta, já que as redes neurológicas são capazes de iniciar os movimentos que implicam suportar peso e dar passos relativamente coordenados sem nenhum tipo de informação procedente do cérebro”.
“Isto é possível em parte graças à informação que devolvem as pernas diretamente à medula espinhal”, explicou.
“Esta retroalimentação dos pés e pernas para medula melhora o potencial do indivíduo para manter o equilíbrio e dar uma série de passos, e decidir sobre a direção que vai caminhar e sobre o nível de peso que suporta”, indicou Edgerton.
“A medula pode interpretar estes dados de maneira independente e enviar instruções de movimento outra vez às pernas, tudo isso sem participação cortical”, acrescentou o investigador.
Este procedimento mudou totalmente minha vida”Rob Summers, o paciente
O paciente
Os autores sublinharam também que o caso de Rob Summers é especial, porque embora esteja paralisado desde o tronco do corpo humano até os pés apresenta uma certa sensibilidade na zona imobilizada.
Summers, de 25 anos, ficou paraplégico depois que sofreu um acidente de trânsito em 2006. “Este procedimento mudou totalmente minha vida. Para alguém que há quatro anos era incapaz de movimentar um só dedo do pé, ter a liberdade e a capacidade de levantar-se sozinho é uma sensação incrível”, manifestou o rapaz.
“Poder levantar um pé e poder voltar a colocá-lo no solo outra vez foi incrível, mas além de isso, minha sensação de bem-estar mudou. Meu tom psíquico e muscular melhorou muito, até o ponto que muita gente não acredita que esteja paralisado. Acho que a estimulação epidural me permitirá deixar a cadeira de rodas”, disse.
Fonte: G1

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Camila Magalhães Lima 



Meu nome é Camila Magalhães Lima, tenho 24 anos e em 1998 fiquei tetraplégica (lesão completa, nível C6-C7) em decorrência de uma bala perdida.
Moro no Rio de Janeiro e conheci o Ênio por intermédio de uma amiga (também paciente dele). Em 2009 fui à Fisio Action e me encantei pela técnica inovadora, pelos aparelhos e a dedicação do Ênio em reabilitar os pacientes com lesão medular. Na primeira vez passei 2 semanas em SP, depois dei continuidade na minha cidade aos exercícios ensinados e, após alguns meses, retornei para passar mais um período. Levei duas fisioterapeutas (que me atendem no Rio) para conhecer e aprender um pouco do trabalho.

Me surpreendi com exercícios e movimentos que eu nem sabia que conseguia realizar. Nunca tinha usado a bicicleta de spinning, leg press, adutor e outros. Nunca tinha ficado em pé (e muito menos andado) sem a ajuda de órteses.

Todo o trabalho realizado tem sido essencial para mim. A plataforma vibratória me deu mais percepção do corpo, equilíbrio e fortalecimento muscular. Hoje, no spinning, consigo dar mais de 500 pedaladas sem ajuda (frisando que também consigo pedalar para trás).

Para mim, o trabalho realizado pelo Ênio na Fisio Action deve servir como exemplo para os profissionais da área de saúde (que muitas vezes não acreditam na verdadeira reabilitação dos pacientes, desanimando-os a buscarem novas técnicas). Sua técnica é revolucionária, dinâmica e resulta em excelentes resultados.

Quem quiser saber mais sobre minha história, meus tratamentos e evoluções, acesse o site www.camila.lima.nom.br


Obrigada,

Camila M. Lima.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Mineira cria ONG para atender crianças especiais que não podem pagar tratamentos.


A fisioterapeuta Cristina Vaquéli criou a Equosaúde, que usa a montaria para tratar crianças com necessidades especiais. As mães e as crianças aprovam a iniciativa e o trabalho oferecido. Assista ao vídeo e conheça mais sobre o projeto.

Ajude

(Fabio Motta, Agência Estado)

Saiba como ajudar a menina Andrelle Barrozo

A prótese custa R$ 5 mil e os colegas estão ajudando.
Será realizado um pedágio solidário no próximo dia 21/5 e uma festa no Clube Sociedade Última Hora da cidade de Arroio dos Ratos no dia 3/6.

Telefone de contato (51) 9216.5488 com Adriana (mãe).

Doações podem ser feitas pela conta abaixo:
Banco Bradesco
Agência: 00797-8
Conta: 0551530-0

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Recorrer à Justiça acelera o recebimento de remédios de alto custo.Saber onde e para quem recorrer pode garantir o medicamento em mãos mais rapidamente.

Apesar de ser um direito autorizado por lei, conseguir medicamentos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) nem sempre é fácil. Quem não tem condições de arcar com remédios e tratamentos pode recorrer à rede pública, mas sabe que poderá enfrentar burocracia, filas e demora.
Até porque o governo tem autonomia para negar pedidos que achar inválidos, já que também depende de repasses federais e estaduais. Diante disso, a população pode recorrer de diferentes maneiras até provar que realmente precisa do remédio. A quem e como recorrer? O R7 responde.
Para esclarecer essas questões, consultamos os advogados especialistas em Direito da Saúde, Tiago Matos Farina, diretor jurídico do Instituto Oncoguia e Vinícius de Abreu, representante jurídico da Ong Saúde Legal, que apontam dez passos necessários para conseguir os medicamentos.

Primeiro passo
Apresente o Cartão Nacional de Saúde

Para conseguir um, basta você se dirigir a qualquer posto básico de saúde e apresentar o documento de identidade e comprovante de residência. A carteirinha será feita na hora. Leve também uma cópia simples do documento.

Segundo passo
Apresente uma cópia do documento de identidade.

Para todos os efeitos, leve também o exemplar original junto a uma cópia simples.

Terceiro passo
Apresente o laudo médico preenchido

O laudo médico para solicitação, avaliação e autorização de Medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica geralmente é fornecido e preenchido pelo próprio médico. Caso ele não forneça, peça o formulário em uma unidade de saúde e volte ao consultório para ele preencher.
O laudo detalha aspectos da doença do paciente e do tratamento, de modo a deixar clara a necessidade do uso do medicamento. Nesse relatório, o médico deve mencionar o código da doença na Classificação Internacional de Doenças e indicar seu número de cadastro no Conselho Regional de Medicina, assinar e carimbar o seu nome completo. Leve uma cópia simples junto a original.

Quarto passo
Apresente a receita médica

O laudo médico não exclui a necessidade da apresentação da receita médica, que deve ser anexada junto com os demais documentos. Nela, o médico deve mencionar o nome do remédio com seu princípio ativo e o nome genérico, a quantidade necessária a ser usada por dia, semana ou mês e a indicação de comprimidos, frascos ou refis. A receita é válida somente por 30 dias. Leve uma cópia simples também.

Quinto passo
Apresente uma cópia do comprovante de residência
É mais seguro levar a unidade de saúde o exemplar original junto a uma cópia simples.

Sexto passo
Vá a uma das unidades responsáveis pelos remédios de alto-custo

Informe-se na unidade de saúde onde você passou por consulta ou onde pegou o laudo médico sobre esse espaço. Somente neles você poderá fazer o pedido administrativo do remédio. Essas unidades funcionam geralmente de segunda a sexta-feira das 7h às 17h30 e aos sábados das 7h às 10h. Lá, apresente a lista de documentos listados abaixo.

Sétimo passo
Peça cópia do protocolo do pedido

Ao fazer o pedido, peça uma cópia do protocolo. Isso fará toda a diferença se você não receber o medicamento. Para poder ingressar com uma ação judicial, você vai precisar do documento que comprova que houve solicitação. Feito isso, o funcionário que pegou os documentos vai iniciar um procedimento administrativo para obtenção do medicamento. Por meio de um telegrama, você saberá quando e onde – geralmente uma unidade de saúde mais próxima de sua casa – o remédio vai estar disponível. No entanto, não há prazos regulares, podendo ser entregue na hora, em dias ou em até três meses (em casos extremos).

Oitavo passo
Fazer um requerimento administrativo

Nem sempre os pedidos são aceitos, mesmo casos considerados urgentes. Quando isso acontece, o paciente pode entrar com um requerimento administrativo na Secretaria de Saúde de seu estado ou com uma ação na Justiça. O procedimento é simples: o paciente escreve uma carta informando ter determinada doença para qual o médico lhe receitou o medicamento. O pedido médico deve estar anexado ao documento.

É possível partir para uma ação judicial tão logo ocorra à negativa, mas, segundo os advogados, vale fazer o requerimento primeiro porque, além de não haver necessidade de um advogado para isso – qualquer pessoa pode fazer – o juiz pode não dar ganho de causa justamente por achar que o paciente “queimou etapas”, explica Farina.
- Muitas vezes o juiz não dá ganho de causa ao paciente alegando que não entrou anteriormente com o pedido administrativo.
Se o paciente não receber o medicamento em até 15 dias, pode entrar com medida judicial.

Nono passo
Procure um Juizado Especial da Fazenda Pública

Qualquer pessoa pode ingressar com ações nos Juizados de forma gratuita e sem a necessidade de contratar advogado. Mas isso só é possível desde que o custo do medicamento seja de no máximo 60 salários mínimos, num período de 12 meses. Em alguns estados brasileiros, os Juizados Especiais ainda não estão em pleno funcionamento. Por isso, vale checar se já há um juizado no seu Estado de origem.
Os Juizados Especiais da Fazenda Pública foram criados para julgar causas contra Estados, Distrito Federal e Municípios, ou seja, é por essa via que uma pessoa comum pode processar o governo. Portanto, cabe a esses juizados apreciarem ações de fornecimento de medicamentos, disponibilidade de vagas em leitos de hospitais e UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), além de realização de exames e cirurgias.

Décimo passo
Procure a Defensoria Pública

Os defensores públicos são advogados que prestam serviços gratuitos de orientação jurídica e de defesa para quem não pode pagar um advogado. Via de regra, o defensor público atende pessoas que têm renda familiar de até três salários mínimos. É indicado para casos de urgência. Ao entrar em contato com um, mostre os mesmos documentos que foram entregues na unidade de saúde junto à cópia do protocolo. Ela é a prova de que houve a solicitação para contestar a negativa.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Lesão Medular Traumática, mecanimos envolvidos na lesão da medula espinhal.


A lesão medular traumática, ou traumatismo raquimedular - TRM (coluna vertebral e medula espinhal) é uma lesão frequente na vida moderna que acarreta uma síndrome neurológica altamente incapacitante. Mundialmente, a taxa de incidência de lesões da medula espinhal é de 22 ocorrências por milhão de habitantes. No Brasil, há cerca de 250.000 pacientes com esta condição, somando-se aproximadamente 9 mil novos casos por ano.

Mas o que acontece após a lesão da medula espinhal?

O dano neurológico decorrente da lesão medular traumática é o resultado da somatória de dois eventos distintos: a lesão mecânica primária e a lesão endógena secundária. Há quatro mecanismos característicos de lesão mecânica primária, sendo mais comum o impacto somado à compressão persistente da medula. Este tipo de lesão ocorre em fraturas por deslocamento ou ruptura aguda do disco medular, quando há um ou mais fragmentos de osso comprimindo a medula. O segundo mecanismo é caracterizado pelo impacto com compressão transitória, como ocorre em pacientes que apresentam alguma patologia cervical preexistente e sofrem lesão por hiperextensão. O alongamento forçado da coluna pode levar ao terceiro tipo de lesão, chamado lesão por hiperextensão, que ocorre por cisalhamento ou estiramento da medula espinhal e/ou do seu suprimento sanguíneo. Finalmente, a laceração ou transecção da medula compreendem o último mecanismo de lesão primária e podem ocorrer por deslocamento severo ou feridas penetrantes, levando à secção parcial ou total da medula.
No próximo post, veremos o que acontece após a lesão primária.
Referências:
DUMONT, R.J., OKONKWO, D.O., VERMA, S., HURLBERT, R.J., BOULOS, P.T., ELLEGALA, D.B., DUMONT, A.S. Acute spinal cord injury, Part I: Pathophysiologic mechanisms. Clin Neuropharmacol., 24(5): 254 – 256, 2001.
MEYER F., VIALLE L., VIALLE E., BLEGGI-TORRES L., RASERA E., LEONEL I. Alterações vesicais na lesão medular experimental em ratos. Acta Cir. Bras., 18: 203-207, 2003.
NSCISC, National Spinal Cord International Statistical Center. Annual report for the spinal cord injury model system. In http:www.nscisc.uab.edu.Acesso em 28 de novembro 2010.
ROSSIGNOL, S., SCHWAB, M., SCHWARTZ, M., FEHLINGS, M.G. Spinal cord injury: time to move? J Neurosci., 27(44):11782–11792, 2007.

Lei pode reduzir jornada de mães com deficiência.Deputada propõe que ao invés de oito horas, essas mulheres trabalhem seis horas para cuidar de seus filhos.


Mulher está sentada na frente de um computador e olha para a câmeraAs servidoras públicas que são mães de pessoas com deficiência podem ter suas jornadas de trabalho reduzidas no Rio Grande do NorteSite externo.. Durante audiência pública, naAssembleia LegislativaSite externo., a deputada estadual Gesane Marinho propôs que ao invés de oito horas de trabalho, essas mulheres que lidam com as limitações mentais, físicas e sensoriais de seus filhos trabalhem apenas seis horas por dia, para que possam conciliar melhor a vida profissional e a dedicação aos seus familiares. Na justificativa da parlamentar, tanto o governo quanto as famílias deverão ganhar, caso o projeto seja aprovado. "O estado vai ter um profissional mais produtivo e equilibrado e o filho com deficiência vai poder receber o cuidado e o carinho que só os pais podem dar", argumentou a deputada.
Segundo o projeto, todas as servidoras ligadas à administração direta ou indireta do Governo do Estado que possuem pelo menos um filho com deficiência vão poder solicitar, por meio de processo administrativo, a redução de duas horas diárias da carga horária de trabalho. A psicanalista Odete Bezerra, convidada para proferir palestra sobre o assunto, durante a audiência, declarou que quando a mãe está mais presente, o filho sente mais confiança no outro e em si mesmo, "já que é a mãe que o ensina a amar", disse a especialista. 


Entre as mães que podem ser beneficiadas com a lei está a servidora pública e mãe de um deficiente de 24 anos, Mariluza Oliveira de Souza. "O projeto vai permitir que a gente acompanhe melhor as atividades cotidianas dos nossos filhos. A maioria das mães deve usar as duas horas para ampliar o horário do almoço, porque é um momento que devemos acompanhar melhor, em razão da necessidade que muitos deles têm de contar com a ajuda do cuidador para se alimentar. No meu caso, que trabalho à noite, eu quero chegar uma hora mais tarde, para poder dar o jantar do meu filho, e sair uma hora mais cedo, para que eu possa fazê-lo dormir. Ele só dorme depois que eu chego do trabalho e vejo o quanto ele está cansado no horário que volto para casa. Assim, eu mesma também posso cuidar de detalhes como a troca de roupas e a higiene bucal".
Para a Defensora Pública Geral do EstadoSite externo., Cláudia Carvalho Queiroz, que participou do debate, a proposta é inclusiva pois visa assegurar o cumprimento dos preceitos constitucionais quanto à proteção integral das pessoas com deficiência. "Todo projeto que tem como objetivo reduzir as desigualdades vivenciadas por este grupo social deve ser fomentada pelos poderes Executivo e Legislativo. A proposta em questão, inclusive, além de estar contemplada dentro do princípio da isonomia, também está em consonância com proposições federais", defendeu a Defensora. 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Medula espinhal.


Você já deve ter se perguntado – como o cérebro faz para controlar tudo, o corpo todo, se ele está lá em cima, e por exemplo, o pé está lá embaixo? Pois bem, para isso ele conta com órgãos especializados em transmitir as informações dele e para ele. São a medula espinhal e os nervos periféricos.
A medula é uma estrutura alongada que sai imediatamente embaixo do tronco cerebral, a parte mais baixa do cérebro. Ela parece um grande cone, e vai do seu pescoço até o final de suas costas, protegida por um colete ósseo, a coluna vertebral ou espinha. Nela entram nervos que transmitem as informações vindas da periferia do corpo, pele, músculos, braços, pernas, tronco, para o cérebro, e dela saem nervos que vão dizer o que o cérebro quer que seja feito – mover um braço aqui, mover uma perna ali, abrir a boca, etc…
A medula é formada pelas seguintes partes:
1. Cervical – A mais alta, localizada no pescoço
2. Dorsal ou torácica – Localizada nas costas, é a mais longa
3. Lombar – Localizada lá embaixo dos rins
4. Sacro-coccígea – Parte pequena, seus segmentos formam uma parte mais avolumada da medula chamada de cone medular.
A medula não é tão grande quando a coluna vertebral, pois a coluna acaba por crescer mais que a medula, e isso é bom, por que dá a nós médicos um belo espaço lá embaixo, sem medula, para coletar líquido espinhal para exames.
Uma figura da medula:
Observe nessa figura o tronco cerebral lá em cima seguido logo após pela medula. A medula como o cérebro é envolvido pelas meninges, a pia-máter, a aracnóide, e a dura-máter, de dentro para fora. A medula é envolta também, como pode-se ver na figura, por osso denso, as vértebras. E da medula saem e entram os nervos. Observe na figura menor à esquerda que a medula é menor que a coluna óssea, e há uma estrutura lá embaixo chamada de causa equina, que é um conjunto de nervos que saem das porções mais baixas da medula para a porção baixa do abdome e para os membros inferiores, as pernas.
A medula é um órgão de extrema importância, mas não é somente mandada pelo cérebro, tendo ela vida própria quando separada do cérebro. Isso ocorre por exemplo nos casos de acidentes, fraturas por quedas, ou lesão por arma de fogo. Ocorre lesão medular, e a pessoa perde a força e a sensibilidade abaixo da lesão, além de ter alterações da bexiga e do reto.
A medula sem o cérebro faz isso, exerce suas ações independente da vontade, e suas ações são de enrijecer o corpo, tornar o corpo mais duro, mais tenso, e os reflexos acabam por ficar mais exaltados ao exame com o martelinho de reflexos. Além disso, como houve lesão da medula, a pessoa perde a capacidade de sentir o corpo abaixo da lesão por que a sensibilidade não chega mais ao cérebro.
Fonte: Blog Neuro Informação.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Feira traz sistema para tetraplégico dirigir e carro criado por cadeirante Deficientes físicos podem testar carros adaptados na Reatech, em SP. Inclusão no mercado de trabalho aumenta procura por veículos especiais.


O bancário Moisés testou um automático e vai comprar seu primeiro carro 0km (Foto: Rafael Italiani/G1)O Centro de Exposição Imigrantes, em São Paulo, recebe a 10ª edição da Reatech, uma das maiores feiras da América Latina com produtos destinados para pessoas com deficiência. Entre os principais atrativos do evento estão os carros adaptados, que proporcionam maior independência para os deficientes físicos e que podem ser testados no local. Entre eles, destacam-se um sistema desenvolvido especialmente para tetraplégicos e um automóvel adaptado criado por um cadeirante. 
Uma das atrações da feira é o sistema de voz TDriveN2, voltado para os paraplégicos. De acordo com o gerente de negócios da Cavenaghi (empresa especializada em adaptações), Renato Baccarelli, as novas tecnologias possibilitam que os tetraplégicos possam dirigir com mais facilidade, o que há 10 anos, na primeira edição da feira, não acontecia. Um carro completo, com o equipamento para guardar cadeira de rodas, sistema de voz, adaptações no volante para apoio de mãos, alavanca para acelerar e frear e outras facilidades, fica em cerca de R$ 25 mil.
Para o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Revendedores de Serviços para Pessoas com Deficiência (Abridef), Rodrigo Rosso, além da tecnologia, preços mais acessíveis têm ajudado na inclusão. “Hoje temos mais carros automáticos com preços acessíveis, facilitando mais a vida das pessoas com deficiência, que precisa de veículos com esse tipo de transmissão”. No entanto, ele diz que os incentivos fiscais poderiam ser ampliados para veículos com valor acima dos R$ 70 mil.
O bancário Moisés Edvaldo de Lima, 29 anos, esteve na Reatech para testar um Fox automático adaptado. Portador de hemiplegia (uma doença que deixa partes do corpo paralisadas), ele não consegue aplicar força com o lado direito do corpo. “Esse ano eu vou comprar meu primeiro carro zero, mas quero testar outros que são adaptados para mim”, diz o bancário. Ele precisa do pomo para direção (acessório que facilita na pilotagem) e o pedal do acelerador precisa ser do lado esquerdo do corpo, já que não tem força do lado direito.
Cadeirante desenvolve carro adaptado
O Pratiko foi desenvolvido por Márcio David, que ficou paralítico após uma poliomelite (Foto: Rafael Italiani/G1)O Pratiko foi desenvolvido por Márcio David, que
ficou paralítico após uma poliomelite.
O técnico em informática Mário David desenvolveu um protótipo para atender as suas necessidades e as de outras pessoas com deficiência física. Batizado de “Pratyko”, o pequeno carro com um motor de moto (Fazer), permite que as pessoas possam entrar no carro pela parte de trás sem sair da cadeira. Um elevador coloca o motorista dentro do automóvel.  “Estamos buscando montadoras interessadas no projeto”, diz Márcio David, que ficou paraplégico aos 2 anos devido à poliomielite.
 O projeto demorou seis anos para ficar pronto e   contou com a ajuda de 30 amigos do técnico de informática, que trouxe o “Pratyko” de Lages (SC) para São Paulo. De acordo com Rodrigo Rosso, presidente da Abridef, o futuro para o protótipo é promissor.
"Esse tipo de carro não existe no Brasil. Na Europa, as montadoras desenvolvem esses carros e eles são muito vendidos." Rosso também diz acreditar que, em breve, o projeto de Márcio David e seus amigos comece a ser fabricado e, assim, repetirá no Brasil o sucesso visto no mercado europeu. O grupo catarinense gastou R$ 70 mil para desenvolver o protótipo, que já foi patenteado. Até o momento, eles conseguiram apenas um patrocínio para a divulgação do Pratyko.
Empregos têm aumentado procura por carros.
 
Segundo Renato Baccarelli, a inclusão da pessoa deficiente no mercado de trabalho, com a inclusão de cotas, aumenta o poder aquisitivo e "eles passam a ter acesso a produtos de alta tecnologia."
De acordo com o organizador da Reatech, José Roberto Sevieri, a inclusão ajudou no crescimento da feira, que tem como um dos pontos básicos o consumo. "Dificilmente se encontrava um pessoa de cadeira de rodas na praia, indo trabalhar e frequentando baladas. Os adaptados e as novas tecnologias têm contribuído para isso”, disse Savieri ao relembrar o primeiro ano do evento.
Para Mara di Maio, que é superintendente da Abridef e faz palestras sobre o mercado de trabalho, “essa transformação está acontecendo de forma interessante, mas ainda existe uma resistência muito grande por parte dos empresários”. Ela diz acreditar que as empresas selecionam as pessoas pelo tipo de deficiência que elas têm, o que cria mais vagas em áreas operacionais. “A capacidade intelectual delas também é muito grande”, afirma Mara.
Montadoras marcam presença
Visitantes podem testar veículos adaptados (Foto: Rafael Italiani/G1)Visitantes podem testar veículos adaptados
A Fiat, primeira montadora a projetar veículos adaptados no Brasil, apresentou o Bravo com acelerador eletrônico de aro, acoplado ao volante. Além disso, a marca também mostrou outras novidades como a central de comandos elétricos e levou para a feira dois Doblós com plataforma elevatória, e outros modelos com câmbio automatizado Dualogic. A Honda levou o CRZ automático e disponibilizou outros veículos da marca para o público fazer test drive.
Outras montadoras como Volkswagen, General Motors, Peugeot, Toyota, Nissan, Citroën e Ford também estão presentes na Reatech. Elas apresentam modelos adaptáveis e disponibilizam carros para test drives.

Jô Soares entrevista Fabinho Fernandes, primeiro tetraplegico a saltar de paraquedas sozinho.


Fabinho Fernandes é cadeirante e praticante de Esportes Radicais. É o primeiro tetraplégico do mundo a saltar de paraquedas. Tem um Projeto Social chamado "Praia para Todos" que foi mostrado na novela Viver a Vida.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Após ficar tetraplégico, ex-jogador universitário quer virar inspiração.

  
Eric LeGrand, que se machucou em um jogo há cerca de seis meses, acredita que voltará a andar e quer virar comentarista esportivo.

No dia 18 de outubro de 2010, o jogador de futebol americano Eric LeGrand ficou paralisado dos ombros para baixo, após um choque em uma partida da Universidade de Rutgers contra o time da Academia do Exército. Seis meses depois, ele não está irritado ou triste com a situação. Pelo contrário, o ex-atleta de 20 anos acredita que voltará a andar e espera se tornar uma inspiração para outras pessoas.

Espero que eu possa inspirar muitas pessoas a nunca parar de acreditar. Eu acredito que o plano de Deus é me fazer andar de novo. Ele me colocou nessa posição para inspirar pessoas – disse LeGrand ao jornal “The Star Ledger”.

Na entrevista de 30 minutos para dez jornalistas na casa de sua tia, o ex-jogador mostrou bom humor, falou sobre seus estudos e disse que quer ter uma carreira como comentarista esportivo. Fazendo fisioterapia três vezes por semana, ele foi a um treino de Rutgers desde o acidente e sonha com puxar a entrada do time em campo mais uma vez.


Não há razão para ficar irritado. Estou aprendendo que você tem que ser paciente. Demora um tempo. Eu sou jovem, eu era saudável. Meu corpo apenas precisa se curar. (Voltar a andar) é a motivação para mim todo dia. Não consigo esperar para liderar meu time saindo do túnel de novo.

Quem sabe quando será, mas eu sei que vai acontecer, porque é minha motivação todo dia – afirmou ao “USA Today”.

Eric LeGrand garante que não tem problema em rever o lance que o deixou em uma cadeira de rodas motorizada que ele contola com a boca.

- Foi a última jogada que participei. Eu gosto de vê-la. Esta lesão acontece uma vez em cinco milhões.

Internado há 3 meses, humorista Shaolin permanece em estado grave.

O humorista Francisco Josenilton Veloso, 39 anos, mais conhecido como Shaolin, permanece internado em estado grave no Hospital das Clínicas em São Paulo após ter sofrido um acidente de carro no dia 18 de janeiro em Campina Grande, na Paraíba. Segundo a assessoria do hospital, Shaolin permanece na UTI e não há previsão de melhora ou de realização de novas cirurgias.

Quando sofreu o acidente, o artista deu entrada no hospital regional de Campina Grande com traumatismo craniano. Três dias depois e após duas cirurgias, uma na cabeça devido ao traumatismo e outra para reconstrução do ombro que fora danificado, Shaolin foi transferido para o Hospital das Clínicas.

O acidente
Shaolin sofreu um acidente de carro às 23h38 pelo horário local (0h38 em Brasília) de 18 de janeiro em Campina Grande, na Paraíba.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o acidente envolveu um caminhão que estava vazio e o carro conduzido pelo humorista, que seguiam pela mesma via (BR-230), porém em sentidos opostos. Na altura do km 163, os veículos teriam se chocado lateralmente. O motorista do caminhão fugiu sem prestar socorro, mas dias depois se apresentou à polícia para prestar depoimento e foi liberado.