segunda-feira, 25 de julho de 2011

#euassino:para acabar com impostos sobre produtos tecnológicos para deficientes.Iniciativa quer colher 600 mil assinaturas em um abaixo-assinado digital, com o objetivo de pressionar a aprovação de um Projeto de Lei.


deficienteNo Brasil, cerca de 27 milhões de pessoas – ou seja, mais de 10% da população – apresentam algum tipo de deficiência, e 70% delas vivem na linha da pobreza ou abaixo dela. A tecnologia pode melhorar, e muito, a qualidade de vida desses indivíduos. Porém, 90% dos produtos voltados a esse fim são importados, e pagam, em média, 60% em impostos para entrar no país. O resultado são preços elevados, restringindo o acesso a um grupo privilegiado da sociedade.

Assine o abaixo-assinado aqui

O movimento "#euassino" , criado pelo Olhar Digital, quer pressionar o governo federal a acabar com os impostos de importação sobre todos os produtos destinados a pessoas com deficiência. São itens como cadeiras de rodas especiais, bengalas com ultrassom, impressoras brailes, entre outros.

A ação começa com o incentivo ao uso da hashtag #euassino no Twitter, das 12h às 23h59 do próximo domingo, dia 24/7. No mesmo dia, o programa Olhar Digital, veiculado na Rede TV! a partir das 15:45h, exibirá uma matéria especial abordando o assunto e chamando a atenção da sociedade para o problema. As ações têm o objetivo de colher 600 mil assinaturas em um abaixo-assinado virtual (no endereço www.olhardigital.com.br/euassino), que será enviado ao Congresso para pressionar pela aprovação de um Projeto de Lei (PL 7916/2010) - que já está na Câmara dos Deputados – e que prevê o fim dos impostos de importação para produtos voltados a deficientes.

O objetivo é fazer com que o Brasil siga o exemplo de países europeus, que, na década de 1950, assinaram o Acordo de Florença. O documento prevê a isenção de impostos para importação de qualquer objeto usado para educação, progresso e inclusão das pessoas com necessidades especiais.

A tecnologia pode fazer toda a diferença para quem mais precisa dela. Participe dessa iniciativa:  assine aqui e tuíte a hashtag #euassino no Twitter neste domingo!

domingo, 24 de julho de 2011

Gaúcha Giselle Hübbe vence o Miss Brasil Deficiente Visual.Título nacional foi disputado ontem em Natal.

O final de semana foi de dobradinha gaúcha nos concursos de miss. Giselle Hübbe, 21 anos, a Miss Rio Grande do Sul Deficiente Visual, conquistou o título nacional no sábado, na disputa realizada em Natal, Rio Grande do Norte. Ela foi coroada na mesma noite da também gaúcha Priscila Machado, eleita Miss Brasil 2011.
Giselle disputou o título com outras 18 candidatas. Ela foi avaliada em critérios como simpatia, beleza, elegância e charme, e desfilou em trajes de banho e social.

domingo, 17 de julho de 2011

Cadeira de rodas eléctrica de praia..





Cadeira de Rodas Eléctrica de praia com um assento 18in que vem com almofada macia para conforto extra e estofamento. 

Controlada através de joystick, velocidade entre 2-4 mph sobre a areia. 

Apoios para os pés podem ser ajustáveis.


terça-feira, 12 de julho de 2011

Falta Acessibilidade para Cadeirantes em Pelotas.



A situação da acessibilidade aos cadeirantes em Pelotas foi destaque no Jornal da Nativa/Record. Faltam ruas em Pelotas estruturadas para o trânsito de deficientes físicos.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Deficientes ainda enfrentam obstáculos para entrar no mercado de trabalho.



A lei que determina que as empresas tenham cotas para deficientes completa 20 anos. Só que eles precisam enfrentar o preconceito e empresas esbarram na falta de capacitação dos candidatos.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Surfista tetraplégico.


Numa cadeira de rodas desde que ficou tetraplégico e a viver cada dia como se fosse o último, Nuno Vitorino começou há um mês a praticar surf e pretende levar jovens deficientes a entrar para a modalidade.
Nadador paraolímpico até há quatro anos, Nuno Vitorino, de 32 anos, continua a demonstrar que, com grande força de vontade, se podem transpor a maioria dos obstáculos. Praticar surf mesmo para quem aos 18 anos passou a viver numa cadeira de rodas é um deles.
“Numa cadeira de rodas a pessoa é obrigada a estagnar um pouquinho e eu sempre trabalhei para que isso não acontecesse, desde ser atleta parolímpico até [fazer] surf, e não vou parar por aqui porque adoro fazer desporto”, disse à Lusa na praia do Lagido, Peniche, onde na tarde Sábado entrou no mar para “apanhar” algumas ondas.
Tiro acidental
Nuno Vitorino ficou tetraplégico após ter sido atingido com um tiro disparado acidentalmente por um amigo que manuseava uma arma de fogo.
O acidente retirou-lhe a possibilidade de praticar bodyboard, mas não a vontade de fazer desporto. Ao fim de quatro idas ao mar com a prancha de surf, Nuno sente-se a progredir e na tarde de Sábado no Lagido até arrisca fazer um “tubo”, a manobra que todos os surfistas anseiam conseguir fazer.
Contudo, este jovem informático na Câmara Municipal de Lisboa tem sobretudo como objectivos “saber que é capaz” e “mudar mentalidades”.
“De certeza que estou a mudar mentalidades das pessoas que vêem que o jovem que está na prancha é o dono da cadeira de rodas”, frisou, lamentando que o surf não conste ainda das actividades paraolímpicas.
Alargar a experiência
Apesar de reconhecer que “não é normal uma pessoa em cadeira de rodas praticar surf”, Nuno Vitorino conta com a ajuda dos amigos para ultrapassar alguns pormenores, como conseguir meter-se em cima da prancha.
Disposto a alargar a sua experiência, o desportista e vários amigos, todos da zona de Lisboa, criaram um projecto (www.estadoliquido.org ) destinado a “levar outros jovens com deficiência a ter uma prática regular de surf”.
A ideia é ajudar essas pessoas a superar as suas limitações e apoiá-lo sempre que quiserem entrar no mar, mas sem esquecer que a “prática do surf envolve alguns cuidados”.

sábado, 18 de junho de 2011

Aprovada em dois concursos, deficiente é barrada no Tribunal de Justiça.


Frustação. Esta é a palavra que resume o sentimento de Cláudia Simone Kronbauer há, pelo menos, sete anos. Com 30 anos de idade, deficiente visual há 16, Cláudia é formada em Direito e trabalha como assistente de service desk na CPM Braxis, uma das grandes empresas de tecnologia da informação. Aprovada em dois concursos do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, em 2004 e 2010, já foi recusada uma vez. Agora, aguarda decisão do tribunal.

O primeiro concurso selecionou candidatos ao cargo de oficial escrevente do Tribunal de Justiça. Cláudia foi aprovada, mas uma perícia preliminar, destinada a confirmar a deficiência informada na inscrição, apontou incompatibilidade com as atribuições mínimas. Cláudia entrou com dois recursos administrativos, ambos indeferidos pelo Tribunal, assim como o mandado de segurança, negado por unanimidade.
Em nova tentativa de provar sua capacidade, Cláudia se submeteu a novo concurso, no ano passado, e foi outra vez aprovada para o cargo de oficial escrevente do Tribunal de Justiça, com atribuições como digitar os termos nas audiências, digitar sentenças, decisões e despachos e auxiliar no atendimento ao público. O tribunal voltou a negar-lhe o cargo, embora anunciasse 34 vagas para deficientes físicos. O primeiro recurso administrativo foi rejeitado e agora Cláudia aguarda a resposta a mais um recurso. Está decidida a não desistir.
“Não tenho dúvidas da minha capacidade. Sinto é frustração e fico deprimida, porque estudei muito para estes concursos. Estudava à noite, depois do trabalho, em busca do meu objetivo. Nunca me inscreveria numa vaga se não tivesse certeza de que poderia executar as funções”.
Cláudia se declara vítima de discriminação.
“Às vezes eu esqueço que não enxergo. No trabalho, as pessoas são solidárias, formam minha segunda família, é perfeito. Não há dificuldade nenhuma. Agora, com respeito ao Tribunal, sim, eu sinto discriminação”.
Para o vice-presidente da Associação Gaúcha dos Advogados Trabalhistas, Antônio Escosteguy Castro, a Constituição Federal é clara quando diz que cada órgão, seja público ou privado, deve ter 5% de deficientes físicos contratados. Além disso, eles têm a obrigatoriedade de dar condições físicas para que a pessoa trabalhe na vaga para a qual foi contratada.
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul não quis se manifestar sobre o caso de Cláudia alegando que a situação ainda não é definitiva. O Conselho dos Magistrados vai se reunir nas próximas semanas e esta discussão deverá estar na pauta.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Ajuda para o tratamento de Rodrigo Silveira - Vakinha.com.br - vaquinhas online

Ajuda para o tratamento de Rodrigo Silveira - Vakinha.com.br - vaquinhas online

Pessoas com deficiência vão ao Ministério Público contra a prefeitura.Faltam condições para o livre trânsito de cadeirantes e deficientes visuais nas calçadas de São José do Rio Preto (SP).

Símbolo de acessibilidadeO Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência entregou na quinta-feira (9) “dossiê da acessibilidade” ao Ministério PúblicoSite externo., pedindo ação civil pública contra a Prefeitura de São José do Rio Preto (SP)Site externo.

No documento, o conselho sustenta que faltam condições para o livre trânsito de cadeirantes e deficientes visuais nas calçadas da cidade. “Existem muitos buracos e desníveis que causam acidentes como o que ocorreu com a Fernanda”, disse ontem a presidente do conselho, Márcia Gori.

Ela se refere à cadeirante Maria Fernanda Zavanella, de 27 anos, que quebrou dois dentes e cortou o supercílio, depois de cair em uma valeta no bairro São Manoel, conforme reportagem publicada ontem no BOM DIASite externo.. O jornal também tratou do assunto na edição de segunda ao revelar a dificuldade que pessoas com deficiência encontram para entrar em prédios da prefeitura.
O dossiê é resultado de mais de dois anos de trabalhos da Comissão da Acessibilidade, formada por vereadores e líderes de entidades de classe.

O grupo se reúne mensalmente na Câmara de Rio PretoSite externo. e discute soluções para melhorar o trânsito nas calçadas e a acessibilidade em prédios públicos, além de sugerir adequações físicas às secretarias de Obras e a de Serviços Gerais.

No material que será entregue ao MP, estão vídeos, fotos e reproduções de reportagens que contam casos como o de Maria Fernanda. A prefeitura informou ontem que mantém programa permanente de promoção da acessibilidade com obras corretivas por toda a cidade.

Fonte: http://www.redebomdia.com.br/

sábado, 11 de junho de 2011

Rodrigo Silveira tem 32 anos e ha 3 anos sofreu um acidente de moto que o deixou em uma cadeira de rodas. Rodrigo tem movimento parcial nos braços e depende de uma pessoa para ajudá-lo nas tarefas mais simples, aquelas que nós conseguimos fazer com a maior facilidade.
A justiça negou a continuidade do seu tratamento, que é muito caro.
Rodrigo é dono de um blog que se chama Viver sobre rodas, pra quem quiser saber mais detalhes: http://rodrigo-silveira.blogspot.com/

Pessoal que quiser colaborar, qualquer valor é bem vindo. Coloquei um valor, mas aceitamos qualquer contribuição. A ajuda é mínima mas já faz uma diferença enorme na vida dele.


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Mais de 1 bilhão de pessoas são portadoras de deficiência.



Mais de um bilhão de pessoas - aproximadamente 15% da população mundial - são portadoras de algum tipo de deficiência, e 20% delas enfrentam grandes dificuldades em seu cotidiano, revelou nesta quinta-feira um relatório conjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Banco Mundial (BM).
O documento, o primeiro de caráter global publicado sobre o tema em 40 anos, destaca que poucos países contam com mecanismos adequados para responder às necessidades dos portadores de deficiência.
O número de pessoas com necessidades especiais, além disso, aumenta devido ao envelhecimento da população e da maior ocorrência de problemas de saúde crônicos, como diabetes, doenças cardiovasculares e mentais.
Grande parte dessas pessoas - entre 110 milhões e 190 milhões - enfrenta ainda barreiras que vão desde a discriminação até a ausência de serviços adequados de atendimento sanitário e reabilitação, passando por sistemas de transporte e edifícios inacessíveis.
Dessa forma, essa parcela representativa da população não tem acesso a um sistema de saúde de qualidade, tem menos sucesso nos estudos e possibilidades de emprego, além de sofrer com maiores taxas de pobreza.
"Devemos fazer mais para romper as barreiras que segregam essas pessoas, em muitos casos excluindo-as da sociedade", disse a diretora geral da OMS, Margaret Chan.
Para isso, a OMS e o BM pedem que os Governos acelerem seus esforços para permitir aos portadores de deficiência acessar serviços básicos, além de investir em programas especializados que permitam a estas pessoas desenvolverem seus potenciais.
O estudo ressalta que nos países mais pobres as crianças com necessidades especiais têm menos possibilidades de se manterem escolarizadas que as demais.
Nos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico a taxa de portadores de deficiência inseridos no mercado de trabalho é de 44%, o que representa pouco mais da metade do que a das pessoas sem necessidades especiais (75%).
O estudo mostra ainda alguns exemplos positivos, entre eles Curitiba, com seu sistema público de transporte integrado que facilita o acesso dos portadores de deficiência adotando um design universal e conscientizando motoristas.
Em Moçambique e Tanzânia, oficinas sobre linguagem Braille e de sinais garantem que as mensagens de prevenção contra a aids cheguem aos jovens com necessidades especiais.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Liberados recursos para adequar as escolas a alunos com deficiência.Ministério da Educação fornece R$ 100 milhões para que municípios tornem suas escolas acessíveis.

Apenas 20% das escolas públicas de educação básica atendem critérios de acessibilidade a estudantes com deficiência. Dados do Censo Escolar de 2010 apontam quase 500 mil desses estudantes matriculados em unidades de ensino regular. Para adequá-las às necessidades dos alunos, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)Site externo. vai repassar recursos de R$ 100 milhões a 3.433 municípios.

Os recursos destinam-se, prioritariamente, à promoção da acessibilidade arquitetônica de 12.165 mil escolas públicas municipais, estaduais e do Distrito Federal. Podem ser aplicados, também, na aquisição de itens como cadeiras de rodas ou softwares específicos. “Trata-se de um apoio que a União oferece aos sistemas de ensino” disse a diretora de políticas de educação especial do Ministério da EducaçãoSite externo., Martinha Clarete. “Apoio esse que está previsto em lei.”

A iniciativa tem o apoio do programa Escola Acessível. Este ano, serão atendidas as escolas que receberam sala de recursos multifuncionais em 2009 e registraram matrícula de estudantes com deficiência no Censo de 2010. Cada unidade de ensino pode receber recursos que vão de R$ 6 mil a R$ 9 mil, de acordo com o número de alunos. O dinheiro pode ser usado na aquisição de material para a construção de rampas, alargamento de portas, adequação de corredores, sanitários, bibliotecas e quadras de esportes. “Os estudantes com deficiência devem ter acesso a todas as dependências da escola”, ponderou a diretora.

A Escola Inclusiva faz parte do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), que reduz a burocracia na transferência de recursos. Para recebê-los, as escolas devem elaborar plano de ações, a ser submetido à aprovação das secretarias de educação, observados os critérios e normas gerais de acessibilidade nas obras.

O repasse de recursos pelo FNDE às unidades de ensino está normatizado na Resolução nº 27, de 2 de junho de 2011, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 3, seção 1 página 51.

Fonte: http://www.planetauniversitario.com/

terça-feira, 7 de junho de 2011

Equoterapia ajuda no desenvolvimento de pessoas deficientes.


A equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo. Pessoas com deficiência para andar ou falar, recebem esse tratamento especial. Especialistas dizem que andar no animal ajuda a estimular o sistema nervoso central do paciente.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Células tronco ajudam paraplégico a se recuperar após nove anos.



O policial reformado que passou os últimos nove anos em cadeira de rodas na Bahia tem a vida mudada por um tratamento pioneiro com células tronco adultas. Aos poucos ele tem recuperado os movimentos das pernas.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

SP terá Centro de Excelência e Inovação em Benefício da Pessoa com Deficiência.CETI-PD realizará a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias, voltadas a informação e comunicação, locomoção, dispositivos e tecnologias assistivas.


Imagem mostra um aperto de mãosA Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência assinou com a empresa Microsoft um Protocolo de Intenções para a Criação do Centro de Excelência e Inovação em Benefício da Pessoa com Deficiência - CETI-PD. Na mesma ocasião, o Governador Geraldo Alckmin assinou o Decreto que institui o Programa de Tecnologia e Inovação em Benefício da Pessoa com Deficiência. A reunião aconteceu no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, na tarde do dia 24 de maio. Ambos instrumentos são destinados a realizar a pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, voltadas a informação e comunicação, locomoção, dispositivos e tecnologias assistivas adequadas a pessoas com deficiência.


Este Protocolo de Intenções e Decreto visam propiciar a acessibilidade digital às pessoas com deficiência para alcance de maior autonomia, qualidade de vida e independência, reabilitação e inclusão social. Para tanto a Secretaria dará prosseguimento ao processo de criação e operação inicial do CETI-PD, que será dedicado à pesquisa e ao desenvolvimento de soluções tecnológicas e organizacionais para o aprimoramento da reabilitação e a inclusão social das pessoas com deficiências visual, auditiva, física e intelectual. Também serão identificados possíveis produtos, serviços e soluções, na perspectiva do desenho universal e da equiparação de oportunidades.
A iniciativa é um meio de apoiar a agenda estratégica do Estado em defesa dos direitos das pessoas com deficiência no campo das micro-economias baseadas em conhecimento, serviços e tecnologias de ponta, entre outras soluções, que permitirão que o Estado passe do tradicional modelo de assistência a um modelo de inclusão social em que as pessoas com deficiência são membros ativos da sociedade.


Entre outros recursos, a Microsoft disponibilizará ao CETI-PD metodologia aplicada aos projetos específicos de inclusão social, digital e profissional para pessoas com deficiência , softwares e hardwares, que podem ser utilizados como ferramentas de acessibilidade e instrumentos de inclusão social das pessoas com deficiência. 


Um exemplo concreto decorrente da parceria com a Microsoft é o Programa Notebook da Saúde e Reabilitação, sob responsabilidade das Secretarias de Estado da Gestão Pública, de Desenvolvimento, da Saúde e dos Direitos da Pessoa com Deficiência, tendo como objetivo propiciar a aquisição de computadores portáteis (notebooks), visando promover a inclusão digital, bem como a educação e a qualificação profissional continuadas. Este Programa possibilita interatividade entre pacientes e profissionais da Saúde, que poderão se comunicar à distância, via notebook, durante o processo de reabilitação.


Fonte: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Programa garante gratuidade nos transportes públicos intermunicipais e metrô a portadores de necessidades especiais no Rio de Janeiro.


O município de Japeri e a Secretaria de Estado de Transportes assinaram nesta terça-feira (24/5) convênio de unificação do Vale Social. O programa, gerido pelo Governo do Estado, garante gratuidade nos transportes públicos intermunicipais e no metrô aos portadores de necessidades especiais. Com o objetivo de melhor atender à população, a assinatura do convênio elimina a necessidade de o usuário portar dois diferentes cartões, e reduz pela metade a burocracia para a retirada do passe livre. Em Japeri, os 20 mil deficientes físicos e doentes crônicos representam 1/4 da população local.

- Com o Vale Social as pessoas da periferia e da área rural de Japeri poderão ir ao centro ou até mesmo fazer integração com o trem sem precisar aguardar a condução específica, que tem horário fixo pela manhã e à tarde. Com esse benefício, a estimativa é que o número de atendimento dobre em um ano - afirma o prefeito do município, Ivaldo Barbosa.

Esta experiência foi iniciada na cidade de Duque de Caxias. O acordo foi firmado no fim de 2009. Hoje, o usuário em Caxias dá entrada no pedido do benefício, e o Estado realiza as perícias e emite o cartão habilitado para os dois tipos de viagem, com direito a embarques nos trens, ônibus, metrô e barcas.

- Muitas cidades da Baixada Fluminense não oferecem cartão municipal de gratuidade, o que priva, muitas vezes, os portadores de necessidades especiais de seu direito de ir e vir. Com o Vale Social, os beneficiados terão seus embarques intermunicipais e municipais garantidos através do documento expedido pelo Governo do Estado - explica Sebastião Rodrigues, subsecretário Estadual de Transportes.

A proposta de unificação do sistema aos municípios da Região Metropolitana foi apresentada pela Secretaria de Transportes no mês de março deste ano. Niterói, São Gonçalo, Maricá e Nova Iguaçu também já sinalizaram interesse pela parceria.

Tetraplégico poderá dar pontapé inicial da Copa de 2014.

   


Se tudo acontecer como um grupo de pesquisadores de vários países planeja, a abertura da Copa no Brasil poderá ser marcada por um feito científico histórico. Impulsos elétricos no cérebro farão um menino tetraplégico dar o chute inicial.
A revelação foi feita pelo neurocientista Miguel Nicolelis.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Fotógrafo não aparece em dia de casamento e tenta conciliação.O Conciliador também foi ao extremo norte do Brasil para contar a história de um paraplégico que se revoltou com o descaso no transporte público.


Dois cidadãos indignados em busca de justiça. O Conciliador vai ao extremo norte do Brasil para contar a história de um paraplégico que se revoltou com o descaso no transporte público. E, em São Paulo, uma noiva vive minutos de aflição e raiva no dia do casamento. 

Em São Paulo, uma noiva é abandonada, chorando, no altar, não pelo noivo, mas pelo fotógrafo, que some no dia do casamento. Do Sudeste para o Norte do Brasil: conciliação em pleno Rio Amazonas.

Um cadeirante processa uma empresa de ônibus de Macapá. A alegação: desrespeito ao direito da pessoa com deficiência. Dois casos que vão testar o poder de negociação de nossos conciliadores.

Wilson Felin, 65 anos, nomeado pelo Tribunal de Justiça paulista e Sonia Ribeiro, 37 anos, do Tribunal de Justiça do Amapá. 
São Paulo

Haide e o marido, Wagner, contam ao conciliador Wilson que, uma semana antes do casamento, fecharam um pacote de 50 fotos profissionais. Pagaram R$ 500 reais, à vista, ao fotógrafo Henrique de Oliveira.

“Nós marcamos a data, o horário, tudo, dei todos os dados possíveis para ele”, afirmou Haide.

O contrato assinado pelos três confirma: a cerimônia seria realizada no dia 15 de janeiro, um sábado, às 19h. O local: Igreja de Santa Terezinha, na Zona Leste. No dia e hora marcados, porém, a demora começou a inquietar os convidados.

O fotógrafo contratado não tinha aparecido. Sem alternativa, o casal deu início à cerimônia. Amigos e parentes tentaram ajudar, tirando fotos com suas próprias câmeras e celulares.

“Eu pensei assim: ‘Nossa, é um momento tão feliz da minha vida e eu estou aqui, chorando, minha maquiagem borrando’. Não tenho palavras para descrever. Foi uma verdadeira dor”, lembrou ela.

Doze dias depois, o fotógrafo deu o ar da graça, com uma desculpa que Haide e Wagner acharam difícil de engolir: “Ele falou que esqueceu! Que ele achou que o dia 15 era no domingo”, afirmou ela.

Henrique afirma que foi isso mesmo: uma lamentável confusão de datas. “No domingo, dia 16, que eu acreditava que era dia 15, eu fui lá. Aí foi quando a casa caiu, tinha percebido a besteira que eu tinha feito”, contou ele.

O rapaz de 20 anos, iniciante na carreira, diz que ficou arrasado com o erro que cometeu. Chegou a duvidar da própria vocação.

O casal recusou uma oferta do fotógrafo de R$ 1,5 mil para encerrar o assunto e abriu processo por danos morais.

Uma nova proposta é feita e o casal finalmente aceita. O acordo de R$ 6 mil em 13 parcelas é oficializado no juizado especial cível de Itaquera-Guaianases. 
O fotógrafo faz uma oferta generosa: dez vezes o valor que o casal pagou pelas fotos. Haide recusa e se exalta.

O casal e o fotógrafo que faltou ao casamento tentam um acordo na conciliação. A advogada de Haide e Wagner diz que o rapaz foi negligente. O jovem fotógrafo se penitencia.

Macapá

Dia normal na vida do funcionário público Fernando, paraplégico há 18 anos. Para esperar o ônibus adaptado, ele é obrigado a ficar praticamente no meio da rua. O ponto não tem acessibilidade. Fernando faz sinal, o coletivo da empresa Sião Thur para longe e passageiros desembarcam. Fernando tenta alcançar o veículo, mas quando está quase chegando...

Fernando conta à conciliadora Sonia que, em Macapá, pegar um dos 69 ônibus adaptados para cadeirantes é, com frequência, um transtorno.

A equipe de reportagem do Fantástico saiu às ruas com Fernando e constatou que, muitas vezes, o cadeirante não é tratado com o devido respeito.

Em nota, a empresa afirma que os veículos só carregam um cadeirante por vez. "Acreditamos ter sido esse o motivo de o motorista não ter levado o passageiro", diz o texto.

Cansado de reclamar, Fernando decidiu abrir um processo. A ação que ele está movendo, porém, é contra outra empresa, a Cidade de Macapá. Em três ocasiões, veículos dessa companhia não teriam parado no ponto.

Pelo constrangimento, Fernando quer indenização de 12 salários mínimos, R$ 6.540.

Procurada com insistência pelo Fantástico, a empresa Cidade de Macapá não se manifestou.

Mas, depois que a equipe de reportagem chegou à capital, nenhum ônibus da viação deixou Fernando na rua. No entanto, outras irregularidades foram encontradas. Havia coletivos da empresa sem o adesivo obrigatório na frente, que identifica os ônibus adaptados. 
Todo elevador tem uma trava de segurança que impede que a cadeira de rodas deslize para fora do ônibus. Mas em dos veículos da empresa Cidade de Macapá, a trava não foi ativada, um risco para o passageiro.

E em um vídeo que Fernando gravou pelo celular, outra situação de perigo para o cadeirante: o ônibus anda com a porta aberta. Segundo ele, é mais um carro da Cidade de Macapá.

Uma novidade. A conciliação entre o cadeirante Fernando e a empresa de ônibus acontece em um barco ancorado no Rio Amazonas. É o projeto "Justiça Itinerante".

Na audiência, os advogados da empresa Cidade de Macapá preferem esconder o rosto. Fernando vê descaso na prestação de serviço. A empresa assegura que os elevadores são novos e funcionam perfeitamente. Afirma também que os motoristas não param apenas quando já estão levando outro cadeirante. Fernando contesta.

A conciliadora pergunta se os advogados têm uma proposta, em consideração a Fernando.

A empresa de ônibus não fala em dinheiro, mas propõe uma reunião entre Fernando e os motoristas. Ele quer R$ 6,5 mil de indenização. Em sucessivas propostas, a empresa se mostra irredutível. A conciliação termina sem acordo.

Um mês depois da gravação, saiu a sentença. Fernando perdeu a causa, porque não apresentou uma testemunha que sustentasse a alegação de que os ônibus da empresa não param no ponto. Cabe recurso.