quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Cadeirante vira exemplo de superação no interior de SP

                       

domingo, 1 de agosto de 2010

Pesquisadores já podem testar células-tronco em seres humanos


A terapia visa a recuperar movimentos em casos de lesão na medula. A técnica usa células-tronco embrionárias, que podem se transformam em qualquer tipo de tecido.

Pesquisadores americanos receberam autorização para os primeiros testes em seres humanos de uma terapia que visa a recuperar movimentos em casos de lesão na medula.
A técnica usa células-tronco embrionárias, que teoricamente podem se transformar em qualquer tipo de tecido.
Cientistas costumam comparar nosso sistema nervoso com um grande circuito elétrico. Os sinais enviados pelo cérebro percorrem os nervos e assim chutamos, corremos ou, simplesmente, sorrimos. Mas quando um acidente provoca uma grave lesão na medula espinhal é como um curto circuito.
Usando células-tronco de embriões descartados pelos laboratórios de fertilização, cientistas da Universidade da Califórnia e de uma empresa de genética americana criaram uma nova célula capaz de restaurar os nervos lesionados.
Nervos danificados não permitem a passagem dos sinais enviados pelo cérebro para iniciar os movimentos. Vítimas de acidentes vão receber injeções das novas células no local da lesão.
Se der certo, recriarão em torno dos nervos lesionados o que foi perdido por causa do acidente. Com isso, espera-se permitir a passagem das ordens enviadas pelo cérebro e recuperar movimentos.
Depois dos primeiros resultados positivos com camundongos, o governo americano chegou a dar sinal verde pra pesquisa com humanos. Mas recuou porque apareceram efeitos colaterais em alguns ratos.
Os pesquisadores dizem que eliminaram o problema e agora receberam nova autorização pra fazer o que anunciam como um feito histórico: a primeira pesquisa com células-tronco embrionárias em seres humanos.
Essa é a fase 1 da pesquisa, que deve levar anos até chegar aos hospitais. O responsável pelo estudo não quer euforia. Disse que espera restaurar parte dos movimentos em vítimas de acidentes.
“A comunidade científica ainda precisa de tempo pra constatar o alcance do novo tratamento. O que não se discute é que hoje demos todos o primeiro passo pra uma grande esperança”.
“Sempre que se anuncia uma nova tentativa terapêutica, os pacientes querem ser os primeiros a se envolver, querem ser as cobaias. Mas os primeiros não vão ter vantagem, é muito importante deixar isso claro. A partir desse resultados, nós vamos aprender muito e vamos poder cortar caminho de uma maneira mais segura e com mais conhecimento”, declarou a geneticista Mayana Zatz.

sábado, 24 de julho de 2010

Modelo que ficou tetraplégica volta a andar

Conheça duas pessoas que ficaram tetraplégicas e deram a volta por cima

Professora de educação física faz trabalho com portadores de necessidades especiais


Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!
Charles Chaplin

terça-feira, 15 de junho de 2010

Idosos e deficientes físicos terão facilidade para estacionar em vagas preferenciais

Imagem do cartão com os símbolos da República Federativa do Brasil e Internacional de Acesso

Idosos e deficientes físicos terão facilidade para estacionar em vagas preferenciais

Os adesivos especiais estão sendo substituídos por carteiras e com um detalhe: elas valem em todo o país. Veja o que fazer para ter direito a este benefício.

O Conselho Nacional de Trânsito decidiu disciplinar o uso das vagas especiais em todo país. A partir de agora só podem estacionar nesses locais pessoas cadastradas e identificadas.

Até então o idoso ou portador de deficiência precisavam de um adesivo no carro para poder parar na vaga especial. A nova documentação acaba com essa exigência. Não importa de quem seja o veículo ou quem esteja dirigindo. Basta deixar a credencial a vista no painel e estacionar.

A mudança vai ser feita aos poucos. Os adesivos continuam valendo. 

O cadastramento é feito no órgão de trânsito de cada cidade.
 É preciso apresentar cópias e originais de carteira de identidade, CPF e comprovante de residência. No caso dos portadores de deficiência física, é exigido ainda um laudo médico emitido pelo Sistema Único de Saúde.

“Em qualquer lugar do país, não importa. Onde quer que ele esteja, estará indicado como pessoa idosa ou preferencial para aquela vaga exclusiva para o segmento”, explica José Antônio Pajeú, assessor jurídico da companhia de trânsito de Recife.

A mudança foi recebida com entusiasmo. Idosos e portadores de deficiência esperam agora ter seus direitos respeitados. “Identifica as pessoas que têm necessidade para encontrar um lugar para estacionar. Muito importante, muito bom”, fala João Alfredo Gomes, aposentado.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Pescador é flagrado com cadeira de rodas motorizada em estrada em SC

 Ele foi parado pela Polícia Rodoviária Federal, na BR-101.

Cinegrafista amador registrou 'passeio'.

Um pescador aposentado, que não tem as duas pernas e um dos braços, resolveu testar uma cadeira de rodas motorizada em uma estrada federal, na região de Itapema (SC). Um cinegrafista amador flagrou o "passeio", que aconteceu no começo do ano. As imagens só foram divulgadas agora.O novo equipamento deixou carros e caminhões para trás. Mas o teste foi interrompido pela Polícia Rodoviária Federal, que pediu para o cadeirante parar. Ele foi detido e responde a processo por dirigir em via pública sem permissão ou habilitação.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Depoimento para a TV: Flávia Cintra



Flávia e sua maior conquista: os gêmeos Mateus e Mariana
Flávia e seus filhos, os gêmeos Mateus e Mariana
Um acidente de carro mudou radicalmente a vida de Flávia e a deixou tetraplégica aos 18 anos. O processo de aceitação da nova realidade foi bastante difícil, mas ela decidiu se voltar para as coisas que poderiam ser feitas por ela e não ficar pensando no que não poderia mais fazer.

Flávia hoje está envolvida com diversas atividades, a maioria delas está voltada para assuntos relacionados à inclusão de pessoas com deficiência. Ela também é mãe dos gêmeos Mateus e Mariana e, depois do nascimento deles, sem saber, abriu muitas portas para outras cadeirantes que queriam engravidar mas esbarravam na falta de conhecimento e, consequentemente, no desestímulo à maternidade.
Sua maior realização são seus filhos e seu maior compromisso hoje é conseguir um tempinho para estar perto deles em horas importantes. Seu maior prazer é ver e saber que eles estão bem.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Jovem tetraplégica vai à China para recuperar movimentos


No país, os médicos vendem a promessa de devolver movimentos para quem está em uma cadeira de rodas

São tantas notícias promissoras, que fica cada vez mais difícil para quem está doente ter paciência. Ainda mais quando, na vida real, o sofrimento vem forte, sem roteiro, sem direção.
“Você não tem estrutura, você não tem o que fazer”, diz Miriam Bortman, mãe de Daniela.
"No começo, você não sabe como sentar, não sabe como pegar, se pode levantar da cama, sentar passa mal, o pouco que mexia doía. Tem que ter todo um cuidado para não se machucar, porque você não sente o resto. Ninguém mais aguentava o meu mau humor que era 24 horas por dia”, lembra a estudante de medicina Daniela Bortman.
Era 2006. Daniela pegou carona com um amigo e saiu tetraplégica do acidente de carro. Quando a novela “Viver a Vida” começou na TV, a família já conhecia cada capítulo do drama.
E com um extra: em 2008, Daniela foi até a China, onde os médicos vendem a promessa de devolver movimentos para quem está em uma cadeira de rodas e levou junto o pai, um respeitado neurologista que não acredita em milagres.
"Em um consenso entre eu e ela, resolvemos ir. Na verdade, eu tenho muitas restrições sobre isso, mas eu acho que precisava ir por ela e para mostrar para ela que, se houver alguma solução em algum lugar do mundo, a gente vai atrás", conta Alberto Bortman, pai de Daniela.
Nessa época, Daniela vivia de pesquisar esperanças na internet. Quando descobriu a China, lembrou de um amigo que trabalhava lá e pediu uma foto do hospital em Pequim.
O amigo fez muito mais: um vídeo-documentário, onde entrevistou pacientes e até o médico responsável pelo tratamento. O chinês Huang Hongyun diz que usa células-tronco de fetos abortados. Lá o aborto não é proibido. Assim, com células embrionárias, ele garante que 80% dos pacientes apresentam melhora.
Depois do vídeo, quem conseguiria segurar Daniela no Brasil? Foram para a China: ela, o pai e US$ 40 mil. Na época, o repórter Pedro Bassan acompanhou a cirurgia.
“As dores que essa menina sentiu no pós-operatório foram indescritíveis. Foi um sofrimento assim indescritível. O meu pavor foi enorme”, revela o pai da Daniela e ele mostra como foi feita a cirurgia: “Eles abrem, vão no plano muscular, tiram o osso e injetam a célula-tronco dentro da medula”.
Dois anos depois, a família avalia o resultado. A mãe destaca a firmeza no tronco. Daniela conta que voltou a transpirar e mostra o que aconteceu com o braço esquerdo. O punho esquerdo não tinha movimentos e agora tem.
“Eu sabia que as coisas não eram assim, mas realmente eu esperava mais, eu esperava mais dos resultados que eu obtive, mas não fez um me arrepender”, afirma a estudante.
O pai também não se arrepende. Mas como será que o médico voltou da China? “Eu sempre digo o seguinte: é um lugar onde as pesquisas caminham um pouco além do que a gente está habituado, mas os resultados não são aqueles que nós gostaríamos de ter. Então, é necessário muito cautela", comenta Alberto Bortman, pai de Daniela.
No Brasil, os pioneiros da pesquisa com células-tronco também são cautelosos e fazem muitos alertas.
"Do ponto de vista científico, o que se faz é um absurdo. Porque eles estão oferecendo um tratamento não comprovado, como se ele já estivesse comprovado. Eles nunca publicaram nada, mostrando que para aquela doença o tratamento funciona", critica o hematologista Júlio Voltarelli, USP.
“E outra coisa muito importante que eu repito sempre: é que, enquanto for terapia experimental, não pode ser cobrado. E a China cobra muito caro por esses tratamentos. Então, os pacientes têm que estar muito alertas. Enquanto é experimental, não pode ser cobrado", aponta a geneticista Mayana Zatz, da USP.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Camila Lima -- Superação


Aos 12 anos, quando voltava da escola com os colegas, Camila se viu no meio de um tiroteio entre assaltantes que roubaram uma joalheria e os seguranças dos lojistas do bairro. Um tiro atingiu sua coluna cervical e Camila ficou tetraplégica. Suas amigas correram, mas Camila não conseguiu mais se mexer. Camila foi operada para retirada da bala, mas perdeu os movimentos do pescoço para baixo. Um mês se passou e ela foi então transferida para uma clínica especializada em traumatologia, onde ficou internada por um ano. Camila foi voltando aos poucos às suas atividades. Com muito sacrifício, horas intermináveis de exercícios e fisioterapia, ela reverteu o quadro de tetra para paraplegia. Hoje já dá seus primeiros passos com ajuda de aparelho e já conseguiu o equilíbrio de tronco. Formou-se em ciências sociais, dirige e é modelo fotográfico. 

Camila Lima

quarta-feira, 31 de março de 2010

Ortostatismo

O ortostatismo corresponde ao trabalho de, gradativamente, levar uma pessoa a ficar na posição vertical, ou seja, em pé. A elevação deve ser gradativa, para que o corpo de uma pessoa se adapte a esta nova posição, pois, dependendo da posição, seja deitada, sentada ou em pé, o funcionamento do corpo se comportará de maneiras diferentes(batimentos cardíacos, respiração, calibre dos vasos sanguíneos, fluxo de sangue, diversos órgãos, etc). Se uma pessoa for colocada na posição vertical sem uma prévia adaptação, sua pressão arterial poderá cair e provocar tonturas e/ou náuseas, talvez, chegando até a um desmaio. Caso isto aconteça, esta pessoa deverá ser colocada novamente na posição horizontal, afim de restabelecer o fluxo sanguíneo e a pressão arterial, fazendo-a voltar a si.
Seus benefícios envolvem tanto a parte psicológica como a física. Na primeira, por uma pessoa passar a maior parte do tempo deitada ou sentada, quando em pé, o seu ângulo de visão mudará, passando a olhar as pessoas na mesma posição ou de cima para baixo, o que também mundará a sua forma de enxergar o mundo a sua volta. Na física, trará benefícios à circulação sanguínea, respiração, funcionamento de alguns órgãos e, também, poderá diminuir a espasticidade.