sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Ortostase, método eficaz no tratamento de lesão medular.

"Ficar de pé é uma condição do ser humano" 
Que toda a carga imposta por uma tristeza, seja hoje, a sua maior porção de fé e esperança de que o amanhã vai mudar.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Falta de acessibilidade dificulta a vida dos cadeirantes- em Sapucaia do Sul.

Reportagem feita pelo SBT, mostra a falta de acessibilidade em Sapucaia do Sul, é um absurdo ver a cidade crescendo desordenadamente, é inadmissível um bairro receber 360 famílias e ninguém pensar em melhorias na infraestrutura como Posto de Saúde, creche e a tão falada       acessibilidade, já que aqui moram 22 pessoas com Deficiência.
Obrigado a todos que apoiaram o manifesto pela Acessibilidade, mesmo com o mau tempo e terem sido avisados de última hora, temos que ir às ruas e exigir calçadas acessíveis.
Valeu pessoal!!
                                            
http://www.sbt.com.br/sbtvideos//media/?id=7d151679bb091265019fc8d2c5dd69b3

terça-feira, 18 de setembro de 2012

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Tetraplégico recupera movimentos das mãos com cirurgia pioneira Transferência nervosa só funciona em casos de lesões específicas.Pesquisadores americanos dizem que a cirurgia não é complexa.


Paciente recuperou o movimento de pinça dos dedos (Foto: Clark Bowen/Reprodução)Um tetraplégico americano recuperou os movimentos das mãos depois de uma cirurgia pioneira, apresentada nesta terça-feira (15) por um estudo publicado pela revista científica “Journal of Neurosurgery”. A técnica revolucionária, no entanto, só pode ser usada em casos específicos.
O homem de 71 anos ficou tetraplégico em 2008, após um acidente automobilístico. A lesão da coluna aconteceu na altura da última vértebra do pescoço, que recebe o nome “C7”, por ser a sétima vértebra. Como os sinais do cérebro para o corpo são transmitidos pela coluna, ele perdeu os movimentos abaixo dessa altura.
Ilustração explica a lógica da transferência de nervos (Foto: Eric Young/Divulgação)Ilustração explica a lógica da transferência nervosa
(Foto: Eric Young/Divulgação)
Para as pessoas que se machucaram mais acima, ao longo do pescoço, da vértebra C5 até a a C1, uma cirurgia como essa provavelmente não serviria para restaurar a função da mão e do braço, disseram os médicos.
No entanto, alguns nervos que vão para os braços vêm da coluna acima da C7. Por isso, o paciente conseguia mover os ombros, os cotovelos e os punhos – com limites.
Os pesquisadores da Universidade Washington em Saint Louis, nos Estados Unidos, conseguiram ligar esses nervos que chegam até os braços a outros nervos, que vão até os dedos.
Essa cirurgia de ligação entre os nervos, chamada de transferência nervosa, levou os sinais do cérebro de volta à mão do paciente e, assim, fez com que ele recuperasse o movimento de pApós a cirurgia, foram necessários oito meses de tratamento depois da cirurgia para que o paciente pudesse movimentar os dedos polegar, indicador e médio da mão esquerda. Dois meses depois, ele conseguiu mover também a mão direita."Esta não é uma cirurgia particularmente cara ou complexa demais", disse a autora principal do estudo, Susan Mackinnon, que fez a cirurgia. "Não é um transplante de mão ou face, por exemplo. É algo que gostaríamos que outros cirurgiões no país fizessem”, completou.


sexta-feira, 29 de junho de 2012

domingo, 24 de junho de 2012

Pesquisadores fazem ratos paraplégicos voltarem a andar.


Mais um motivo de otimismo para vítimas de lesões medulares. Pesquisadores na Suíça conseguiram fazer com que ratos paraplégicos voltassem a caminhar com as próprias pernas - e os próprios neurônios -, utilizando uma combinação de estímulos químicos e elétricos, associados a fisioterapia. Algo que os cientistas batizaram de "neuroprótese eletroquímica espinhal".
Os resultados, publicados na edição desta sexta-feira da revista Science, somam-se a vários outros produzidos por diversos laboratórios ao redor do mundo nos últimos anos, que, utilizando diferentes técnicas, estão tornando o sonho de "voltar a andar" cada vez mais factível para aqueles que perderam os movimentos por causa de algum acidente.
Neste caso, os cientistas causaram lesões em pontos específicos da medula espinhal de ratos, cortando-a não completamente, mas o suficiente para tornar os animais paraplégicos - sem movimento nas pernas traseiras.
A medula espinhal é como um cabo biológico de fibras óticas (os axônios dos neurônios) que transmitem impulsos elétricos do cérebro para todos os membros e órgãos do corpo. Quando essa fiação é cortada ou lesionada, os impulsos não chegam ao seu destino, e a pessoa perde os movimentos - ainda que restem algumas fibras intactas.
Por alguma razão não bem compreendida, a medula tem uma capacidade muito limitada - ou quase nula - de se regenerar por conta própria. Os estudos terapêuticos em andamento consistem em tentativas de estimular essa regeneração ou criar caminhos alternativos para que os estímulos do cérebro cheguem até os músculos - ou até algum mecanismo robótico externo capaz de executar os mesmos movimentos, por meio de interfaces homem-máquina.
A estratégia adotada pelos cientistas suíços foi estimular a reconfiguração e a formação de novos neurônios por meio de estímulos químicos e elétricos. Como preparação, injetaram na medula dos ratos um coquetel de moléculas que atuam sobre o sistema de neurotransmissores (como dopamina e serotonina) e, simultaneamente, aplicaram correntes elétricas estimulantes por meio de eletrodos.
Depois, submeteram os animais a uma rotina de treinamento voltada para estimular movimentos voluntários dos membros inferiores. Os ratos eram colocados num suporte mecânico móvel, no qual apenas suas patas traseiras tocavam o chão, enquanto estímulos elétricos eram aplicados ao seu cérebro.
Atraídos por uma isca de chocolate, em duas ou três semanas eles começaram a dar os primmeiros passos, e logo já eram capazes de correr, subir escadas e desviar de obstáculos. Sempre com o apoio postural, mas por meio de movimentos voluntários, o que comprova a capacidade do sistema nervoso de se reorganizar e formar novas conexões para reestabelecer funções perdidas. Na prática, a capacidade de ser seu próprio eletricista. o de S.Paulo.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Cartilha de acessibilidade é lançada em Seropédica (RJ).

Símbolo de acessibilidadeA cartilha trata-se de um guia a ser seguido pelo poder público, empresários e moradores que forem fazer mudanças em suas calçadas. Próxima etapa é criar um projeto de lei de padronização das calçadas.Publicada em 05 de junho de 201Pessoas com deficiências, pessoas da terceira idade e aquelas que estiverem momentaneamente com problemas demobilidade serão beneficiadas na cidade: Seropédica (RJ) acaba de lançar a cartilha para mobilidade urbana. O projeto é da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). E foi apresentado nesta terça-feira (29) no Auditório da Associação Comercial Industrial e Agropastoril de Seropédica (ACIAPS).


A cartilha trata-se de um guia a ser seguido pelo poder público, empresários e moradores que forem fazer mudanças em suas calçadas. Segundo o secretário Executivo Davi Maciel, que participou da reunião representando o prefeito Alcir Fernando Martinazzo, afirmou que a próxima etapa é criar um projeto de lei de padronização das calçadas para ser enviado à Câmara de Vereadores. “Com a lei, todos terão que seguir as recomendações da cartilha. É importante que as calçadas sigam as normas que permitam a todos utilizarem com segurança, principalmente os que possuem dificuuldades de se movimentarem”, disse.


Segundo o arquiteto Alessandro Clementino, a cartilha permitirá também que a Prefeitura busque recursos junto aos órgãos públicos federais para fazer essas mudanças necessárias na cidade. “Com a cartilha e a aprovação da lei, Seropédica poderá requisitar do Ministério das CidadesSite externo.fomento para obras que tornem as calçadas da cidade acessíveis a todos”, informou.Alessandro enfatizou a importância do projeto não só para pessoas com deficiências, mas também para aquelas com dificuldade momentânea de se locomover. “A gente quer mais estrutura. Queremos mostrar à população que é possível. Muitas pessoas não conseguem ir ao posto de saúde, bancos, mercados porque não tem o acesso correto. Algumas não têm autonomia para se locomover. O projeto não é apenas para as pessoas com deficiência, mas também para idosos, cadeirantes, carrinhos de bebê, e outros”, destacouDe acordo com Luiz Gustavo Guimarães, representante da ABCP, a prefeitura está de parabéns. Muito bom o que está na cartilha e no projeto. “O pessoal focou, estão acreditando, pois é um instrumento legal para a cidade”, declarou.


Fonte: http://noticias.sitedabaixada.com.br

sábado, 19 de maio de 2012

Sapucaia do Sul - Todos pela Acessibilidade

Meu nome é Rodrigo Silveira, sou morador de Sapucaia do Sul, cadeirante a quase cinco anos.
Estou iniciando uma campanha de CONSCIENTIZAÇÃO sobre a importância da ACESSIBILIDADE para quem tem algum tipo de deficiência, os que mais sofrem com esse problema são os deficientes visuais e os cadeirantes.

A falta de acessibilidade é responsável por grande parte dos casos de reclusão, pois começa por nossas casas e se estende para as ruas e prédos públicos e privados. Defender os Direitos dos Deficientes é responsabilidade de todos nós, por isso, estou buscando parcerias com diversos órgãos do Município e do Estado, afim de realizarmos palestras e seminários, como forma de sensibilizar as pessoas.

No dia 08/05/2012 recebi em minha casa os Secretários: Selvino Armando Scheibel, da Sec. Geral de Governo e João Hupper, Sec. de Mobilidade Urbana, no encontro assistimos a um vídeo que fiz, mostrando a precariedade de algumas ruas e calçadas de Sapucaia, também discutimos estratégias para promover a Acessibilidade.

Eu sugeri aos secretários, a criação de uma Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, que teria como atribuições, fazer um mapeamento de todos os casos de PNE no município, desenvolver projetos que viabilizem a vida destas pessoas, entre outros. Solicitei ao Sec. Selvino verificar a possibilidade de eu integrar o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência.
Neste encontro ficou acertado que, no trecho mostrado no vídeo, todos os moradores serão notificados pela Prefeitura, a regularizarem suas calçadas de acordo com as normas da ABNT.

Link do vídeo: http://youtu.be/spRWA67fcCs


sábado, 12 de maio de 2012

São Paulo ganha guia cultural para pessoas com deficiência Concebido pelo Instituto Mara Gabrilli, o site reúne informações sobre 186 endereços prontos para receber qualquer tipo de espectador.

São Paulo transformou-se nesta semana na primeira cidade brasileira provida de um Guia Online de Acessibilidade Cultural. Concebido pelo Instituto Mara Gabrilli (IMG), em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado, trata-se de um site com informações sobre 186 locais – casas de show, museus, teatros, cinemas e bares preparados para receber qualquer tipo de público. As informações foram colhidas entre janeiro e março de 2011.
Mara GabrilliDesde o acidente automobilístico que lhe quebrou o pescoço, deixou-a sem fala e respirando por aparelhos durante cinco meses, a deputada federal Mara Gabrilli se destaca na defesa dos direitos dos 46,5 milhões de brasileiros acometidos por algum tipo de deficiência. Ex-vereadora e ex-secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo, Mara Gabrilli comemora o novo projeto. “Esse trabalho não é dedicado apenas às pessoas com deficiência”, explica a deputada. “É importante para qualquer um que tenha mobilidade reduzida ou algum tipo de dificuldade, inclusive idosos, gestantes e até pessoas com pés engessados”.
Tetraplégica há 17 anos, Mara Gabrilli tem o sorriso fácil de quem se dá bem com a vida. “Qualquer um pode ser feliz”, garante a publicitária e psicóloga que resolveu dedicar-se à política para reduzir os tormentos impostos a pessoas com deficiência pela incompetência dos administradores dos centros urbanos. “Deficientes são as cidades, que não estão prontas para nos receber”, resume.
Esta certeza inspirou a criação do guia de acessibilidade cultural, que Mara considera muito mais que uma lista de endereços úteis. “O projeto pioneiro é uma vitória que vai além do acesso à cultura”, observa. “Quando uma pessoa com deficiência pensa em se divertir, fica evidente que ela está bem de saúde, que venceu dezenas de outras barreiras”.
O guia permite aos internautas adicionar outros locais já adaptados ou comentar experiências vividas em um bar ou museu indicado na página, por exemplo.
A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo foi a primeira a surgir no país – hoje já passam de cem. Autora de diversos projetos, Mara parece especialmente animada ao comentar o que reserva às pessoas com deficiência 3% das moradias do programa Minha Casa, Minha Vida e lhes garante prioridade na fila de espera. “Essas pessoas têm que ser recompensadas por todo o descaso que enfrentam”.
Não escapam desses sinais de descaso sequer a sede dos três Poderes. Eleita deputada federal em 2010, Mara descobriu antes da posse que o Congresso não está preparado para receber deficientes físicos. Ela condicionou seu discurso de estreia à supressão de dificuldades humilhantes. Como não teria acesso à tribuna, seria obrigada a pronunciar-se sentada no plenário.
A desinformação sobre o universo dos deficientes começa pela presidência do Senado. Num encontro recente com José Sarney, foi obrigada a ouvir o seguinte palavrório: “Sou familiarizado com a causa, tenho três tios mongoloides”. Sarney talvez já tenha aprendido um pouco mais sobre o tema, mas não tomou nenhuma providência para tornar acessível a mesa diretora do Congresso. “O espaço da escada é estreito. Nunca vou poder presidir uma sessão, nem xavecar o presidente”, sorri. “Tenho que ficar gritando lá de baixo”.  
Se o Brasil elegesse um presidente com deficiência, ele teria de entrar no Planalto pelos fundos. A mais famosa rampa do país não é acessível a cadeirantes. Ao criar o projeto, o arquiteto Oscar Niemeyer não imaginou que, 50 anos mais tarde, também estaria imobilizado numa cadeira de rodas – e, portanto, proibido de visitar desacompanhado o palácio que concebeu.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Moradores de Sapucaia reclamam de falta de ambulância.Veículo da prefeitura estaria fora de uso há dois meses.

Moradores de Sapucaia do Sul relataram à reportagem da Rádio Guaíba que a ambulância da prefeitura do município estaria há dois meses fora de funcionamento. Rodrigo Cunha Silveira, de 32 anos, sofreu um acidente há dois e, por ter ficado tetraplégico, é completamente dependete do serviço. Ele, que só tem movimento em parte do braço e pescoço, precisa do transporte adequado para ir às três sessões semanais de fisioterapia e não está sendo atendido e, muito menos, tem alternativas.
Segundo a irmã do paciente, Mira Silveira, o direito de Rodrigo usar o serviço da ambulância foi conquistado por meio de liminar e não está sendo cumprido. 
O secretário municipal da saúde de Sapucaia admite que há uma ambulância fora de uso, mas há um mês, e não dois. José Eloir Wink ainda garante que existem outras ambulâncias, tanto no hospital da cidade quanto no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Ele ressaltou, também, que não tem conhecimento da necessidade de Rodrigo. Segundo Wink, o paciente não solicitou transporte. 

     Ouça o áudio: Rodrigo Cunha Silveira explica qual sua situação desde que o transporte foi interrompido
     Ouça o áudio: José Eloir Wink nega que município não ofereça alternativas

Fonte: Geórgia Santos / Rádio Guaíba

domingo, 8 de abril de 2012

Dia Nacional do Braille está sendo comemorado hoje em todo o pais.





Brasília - O Dia Nacional do Braille está sendo comemorado hoje (8). O braille é um sistema de escrita e leitura baseado na percepção pelo tato destinado a pessoas que têm deficiência visual. Atualmente, elas contam também com recursos na área da informática para acessar conteúdos e se comunicar na rede mundial de computadores, a internet.
De acordo com dados do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) existem no país 6,5 milhões de pessoas portadoras de deficiência visual, equivalente a 3,5% da população, sendo 582 mil cegas e 6 milhões acometidas apenas por deficiência visual, classificada como baixa visão.
O sistema foi criado por Louis Braille, um jovem francês que ficou cego aos 3 anos de idade, e cuja invenção mudou a vida de milhões de pessoas em todo o mundo, disse Regina Fátima Caldeira de Oliveira, coordenadora da Revisão Braille da Fundação Dorina Nowill para Cegos. Com o braille, “os cegos ganharam maior independência, autonomia e segurança, fatores indispensáveis à autoestima do ser humano”, declarou a coordenadora.
A instituição do Dia Nacional do Braille no Brasil homenageia o dia de nascimento do primeiro professor cego brasileiro, José Álvares de Azevedo, que estudou o método em Paris e passou a ensiná-lo e a difundi-lo no Brasil, tendo recebido o título honorífico de Patrono da Educação dos Cegos no Brasil.
A primeira apresentação do braille foi feita por seu autor em 1825. A escrita e a leitura por meio de pontos em relevo em um tabuleiro, baseia-se na combinação padrão de 6 pontos, dispostos em duas colunas de 3 pontos, permitindo a formação de 63 caracteres diferentes. Dessa forma é possível a identificação das letras do alfabeto, números, simbologia aritmética, fonética e até entender grifos de musicografia.
Os cegos e deficientes visuais contam no momento com programas de computador que também ajudam a melhorar a sua qualidade de vida. É possível acessar conteúdos e se comunicar pela internet. O aparato disponível envolve softwares que fazem a leitura de textos por meio de sintetizadores de voz. O maior problema é o da aquisição de equipamentos por causa do alto custo, principalmente para as famílias com poucos recursos financeiros.
A Caixa Econômica Federal mantém uma linha de crédito com juros baixos e prazos longos a fim de financiar utensílios para pessoas com todos os tipos de deficiência. Os financiamentos foram abertos em janeiro deste ano em convênio articulado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
Fonte : Agencia Brasil.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Estudante paraplégico 'anda' em formatura usando exoesqueleto.

Um estudante paraplégico americano conseguiu andar em sua formatura com a ajuda de um exoesqueleto desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Berkeley, onde ele estudou. Diante de uma plateia de 15 mil pessoas, Austin Whitney usou um controle em um andador para acionar o exoesqueleto amarrado às suas pernas e dar os tão esperados sete passos para receber o diploma em Ciência Política e História.
"Foi realmente além dos meus sonhos mais incríveis", disse Whitney. "No segundo em que eu apertei o botão e me levantei, eu fui inundado por uma série de emoções".
O exoesqueleto desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Berkeley ajudou o estudante paraplégico a andar na formatura. Foto: BBC BrasilEle descreveu como os altos e baixos de sua vida passaram por sua mente enquanto ele andava, desde o momento em que ficou paraplégico quatro anos atrás em um acidente de carro até o dia em que ele descobriu que havia sido aceito pela Universidade de Berkeley. "Foi realmente impressionante", disse.
O exoesqueleto que ajudou Whitney a andar depois de anos foi desenvolvido por uma equipe de alunos de pós-graduação liderada pelo professor de engenharia mecânica Homayoon Kazerooni. Austin Whitney trabalhou com a equipe durante meses, testando a estrutura robótica e dizendo o que funcionava e o que precisava de ajustes. Em homenagem a ele, o exoesqueleto foi batizado de "Austin".
Tecnologia militar
A tecnologia que ajudou Whitney a andar começou a ser criada em 2002, quando Kazerooni recebeu um financiamento do Departamento de Defesa americano para inventar um aparato que permitisse que pessoas carregassem enormes cargas por longos períodos.
Segundo o departamento de imprensa da universidade, a ideia na época era ajudar pessoas como médicos militares carregando um soldado ferido ou bombeiros que precisam subir escadas com equipamento pesado.
Quatro anos depois, foi criado o Bleex (Berkeley Lower Extremity Exoskeleton). O dispositivo tem uma mochila que se conecta às pernas da pessoa e usa sua própria fonte de energia para movê-las sem colocar pressão desnecessária sobre os músculos.
Mas o professor tinha planos mais ambiciosos para o exoesqueleto: ajudar pessoas que não podem andar.
Acidente
O acidente que colocou Whitney em uma cadeira de rodas aconteceu no dia 21 de julho de 2007, quando ele assumiu a direção do carro após ter consumido bebidas alcoólicas. Seu melhor amigo quase morreu e Whitney quebrou a coluna e ficou paraplégico.
"Foi minha culpa", disse.
"Eu fiquei com muita raiva de mim mesmo, mas percebi que tinha duas escolhas: eu podia viver no passado e me encher de pena ou enfrentar a adversidade na minha vida e impedir que isso enterrasse meu objetivos, sonhos e aspirações".
Após entrar para a universidade, Whitney passou a dar palestras para estudantes sobre os perigos de beber e dirigir. Ele também disse esperar que o sucesso da caminhada em sua formatura dê esperanças a outros paraplégicos de que eles um dia possam contar com máquinas de preço acessível que os ajudem a recuperar alguma mobilidade.
"Esta tecnologia pode ser usada por um grande número de pessoas e esta é nossa missão", disse Kazerooni. "Estamos dizendo à comunidade que isso é possível. Este é apenas o começo de nosso trabalho."

Portadora de paralisia cerebral vira advogada em São Paulo.


NESTE ANO UM CASO RARO E DE SUPERAÇÃO FOI APROVADO NA TEMIDA PROVA DA OAB. A BACHAREL EM DIREITO, FLÁVIA CRISTIANE, UMA JOVEM DE 26 ANOS, COM PARALISIA CEREBRAL, CONSEGUIU CONQUISTAR O SONHADO PASSAPORTE PARA O EXERCÍCIO DA PROFISSÃO.
2008
Portadora de paralisia cerebral vira advogada em São Paulo
Flávia Silva receberá a carteira da OAB-SP nesta quinta-feira.
Ela tem limitações de fala e coordenação motora e usa cadeira de rodas.
Luísa Brito Do G1, em São Paulo
Foto: Arquivo pessoal